Eis aqui as minhas poucas razões para ainda desejar ter esperança; um maço novo de velas, lacrado uma reza em latim pela metade e um barco de papel saído de um jornal. Todos me levam para a eternidade.
Nunca soube o que pedir a não ser que o pedir seria o melhor das coisas... Então eu pedi os ventos, e os ventos avizinharam-se; Pedi um castanho nas árvores, e as árvores misturaram o que sabiam em zinabre; pedi suores de amor, os amores chegaram-me trazendo as afluências de cantilenas usadas, velhas, tôlas, antiquadas...
Sabia que teria que pedir perdão, mas como o perdão não vinha deixei para pedir o sol; um sol que concretamente esquentasse aquilo que congelara.
Hoje sinto uma esperança tanta que se eu pudesse compará-la eu lhe diria que é como se eu visse uma folha morta ao chão, presumivelmente exaurida e desgastada, e já lhe soubesse reflorada.
Viva a paz da sua paciência para comigo e para com os demais. Sua paciência é o que entendemos por carma que ora incita e ora acalma aqueles que lhe reconhecem como são. São de pensamento e são de ação
Uma gota quente do chocolate grudou em meu rosto tão branco fôra o leite que o adornara. Um suor em mim, um gosto de sol em tempos imemoráveis, quando não precisávamos de palavras, nem das lãs emplumando essas palavras. O que sentimos agora, guardamos para as épocas acaloradas que não precisam de nada.
Foi um cometinha doido que riscou o ceú por aqui Um talento atordoado de corpo, um conhecimento da arte, e o grande desconhecimento de si mesmo, que lhe negou aquilo que chamamos de calma. A vida que poderia ter sido e que não foi... como Bandeira falara.
Subiu justamente hoje, um dia depois do São João. Ainda ontem no Brasil, os fogos riscaram os céus, houve música envolvente, houve a alegria postiça e a alegria genuina em algum passo ensaiado Os fogos de São João devem ter chamado o menino, e ele veio, trazido envolto na própria fumaça.
Era apenas um menino, E sendo assim tão menino, foi terminar de viver onde os cometas se acham.
Não quero falar de poesia, mas o céu amanheceu absurdamente ameno, com essas nuvens baixas, esse temperamento etéreo, esse frescor de fruta que caiu do pé... Se não houvesse a poesia, se ela tivesse ficado por fora do coração dos homens, hoje ela existiria; porquanto há um cenário que transmute há aqui um sentimento que aviva.
Quando se ama, há um movimento de amor interno na direção externa do amor que nós amamos. O amor não é uma flor, nem uma estrela, tampouco o por do sol romântico dos puristas. Não está na visão lá fora, é um abrir de olhos aqui por dentro. O amor é constatação de que fomos feitos de matéria e sabe-se lá porque, essa matéria gosta de se encostar numa matéria diferente. Uns chamam de paixão; eu chamo apenas de ressignificação de afeto.
Essa minha poesia é uma dançarina delicada, de pele tão alva, de pés pequeninos... Toda criança ela é, também engenhosa, de passos contínuos e face amorosa...
Nada enrudece minha poesia, nada a embrutece, nada a vulgariza; Se eu penso torto, se eu penso o mal, é ela quem me enobrece, e faz de mim, antes tão dura, alguém maior.
Você que me lê, poderia me ajudar a ter uma melhor pontuação num concurso virtual de poesias? Basta clicar nos dois links abaixo e dar sua nota, em cada um dos poemas. Deixar um comentário é opcional, mas eu adoraria ler. O prazo é até 30 de Junho de 2009.