
O amor deve ser um vazio que esteja sobre todas as coisas,
não conhece o ritmo dos comuns, não come arroz,
não arremata pontos, antes, distorce-os,
e ignora a sapiência da tabela periódica.
Porquanto houve um vazio, amei
antes que os vazios pudessem ser preenchidos,
numa necessidade natural de substituição
O amor quando aglutinado, salta fora pela janela,
e vai procurar outros caos,
outras possibilidades de falta de explicação.
Deixa de ser amor o que a gente resume numa linha:
Amei, mas foi-se.