27 January 2008

POEMA DO SENTIMENTO À HUMANIDADE


Aos sorrisos dados, a minha alegria
E à sua paz de pomba de cativeiro,
nervosa e palpitante,
a minha despedida
Nunca soubemos o que foi o mal
Nem o que sobreviveu como náufrago aos vagalhões da nossa história
Hoje me sinto menos engarrafada e mais volátil
Deixo que meu pensamento me faça o melhor
Se nós todos pudésssemos escolher entre dançar uma balada
Ou esclarecer nossos passos dentro do quarto
Por certo estaríamos nos amando como se ama no manual
Porém, a tarde já começou
Os animais pastam, placidamente no campo
No Japão alguém agora se suicida
E um outro bebe, sôfrego, pinga de arroz
O que está dentro da casualidade
Sobrepõe-se a nós
Temo por todos os acontecimentos que virão
E nós,
Bem, esse nós que tanto asfixiamos,
Tratamos de agarrar
como os heróis dos gibis de prateleira
Cheios de cores, de caras e de virtudes,
presos e imóveis, porém, dentro do quadrinhos de papel.
Nossas nobres ações foram de plástico
surjamos nós, dentro das nossas distâncias
mudos, apáticos, embasbacados,
convictos das expectativas fora de nós.



2 comments:

Anonymous said...

Olá Cecília,

Tudo bom?
Como é gostoso ler o seu blogger,
as músicas tudo é muito agradável, como você. Sua presença nos faz muito bem, é uma mulher forte, determinada que com certeza todos queremos por perto!
Admiro muito seu trabalho e o bom gosto.
Saudades.....
Um grande Beijo e Abraço
Raquel

PÉ DE PITANGA said...

Oi Raquel,
Que delicioso receber um comentario seu!
Amei! Tambem te gosto por perto.
Beijos com saudades.