04 January 2011

AS DUAS COISAS EM UMA


Para mim, duas coisas são apenas uma.
Como por exemplo, a aurora e o crepúsculo
simples movimento do nascer e o ir deitar.
Entre o nascer e o morrer
há um espaço de vida
que chamamos vida
única e singular,
e que não se divide,
posto que morte é vida sem vida.
O prato e o ovo
revelam a simbiose
da sustentação da fome,
aquilo que é sobre o que será,
assim como o cavalo que pisa sobre a areia,
a qual sustenta do transporte, o trote.
O que é um, é milhar
e o que pode ser milhar,
- milhares entre milhares,
é o signo da solidão do uno
a que estamos todos tristes,
e lamentavelmente misturados.

3 comments:

zazá lee said...

Vamos começar o ano com muitos comentários?

Bonito poema.
Espero um novo livro e notícias da nova Academia.

Sotnas said...

Olá Cecília, desejo que tudo esteja bem contigo, sempre!
Vejo que voltou renovadamente carregada, e já postando um texto que no mínimo faz pensar, talvez seja por este motivo que sempre dizem pra escolher das duas uma. Pois podem até parecerem duas opções, mas o caminho correto é somente um! Faz sentido este seu texto Cecília. Parabéns pelo interessante texto, e por me proporcionar todo o ano que se foi sua amizade, e que conto com ela neste que se iniciou repleto de vontade de ser e de fazer feliz! Desejo pra você e todos ao redor iluminada existência sempre com muita saúde, amor e paz! Grande abraço e até mais!

Janaina Cruz said...

As coisa são simples e singulares, mas neos muitas vezes teimamos em complicá-las, em vertentes em cenas em coisas caóticas...

As vezes sou mestra nisso. rs

Amei o desenrolar de teu poema, que lindo nos ensina a vermos as coisas como elas realmente são.

Abraços