17 January 2011

CANÇÃO DO TEJO E DO TÉDIO


Tenho feito canções portuguesas,
que de tão tristes,
cortaram-me o mal.
Por ter sonhado com os azulejos do Tejo
é que me encontro assim,
sem a poesia de sempre, tropical...
Neste imenso desejo de zincar os  mares,
é que me arrisco a ser como um dândi de palha;
falsa como os ouros que exibo
e serena qual a lâmina da navalha.

2 comments:

André said...

Querida Cecília,

rica, sonora e de muita propriedade sua associação de nomes, sensações e lugares, sobretudo no título. A alma lusitana difere da nossa, efetivamente. Talvez que, além-mar, economize-se mais o riso, os despropósitos e chistes que tanto conhecemos.

Mas não precisa se inquietar, querida poetisa, mesmo sonhando com azulejos tejanos, a luz da sua poesia continua, decididamente, tropical.

Obrigado pela sua tão amical e agradável presença e comentários, esses adicionam para mim. Vou rever o "No fundo" que eecrevi e, quiçá, pô-lo mais "à frente". ;-)

Um grande abraço, meu carinho.

André

Sotnas said...

Olá Cecília, desejo que tudo esteja bem contigo, sempre!
Não tenha tão pouco em conta teu grande valor mulher!
Apesar de serena a navalha é inútil em mãos imprecisas de inexperiente barbeiro,
ao passo que a pena em suas precisas e experiente mãos, nos brinda com este belo e especial poema!
Como vê não te preocupes em demasia!
Desejo pra você e todos ao redor iluminada e feliz existência sempre, obrigado pelo carinho de suas visitas e comentários sempre gentis, grande abraço e até mais!
Ah Cecília desculpe o modo do comentário, a criança que em mim habita fala sempre mais alto!