28 November 2006

DISTRAÍDA


Não soube de nada até agora
Nunca soube de nada
Nem nada saberei um dia
É o meu vício e o meu disfarce
Ignorar até a própria imagem
Se falam de mim
Ou se não falam
Se eu até me zombo
Em momentos raros
Ignoro-me
Ignoro-te
E não vejo nada
Penso que um dia
Quando eu for embora
E já estiver transpondo o umbral da morte
Ainda não saberei o que é morte
O que é treva ou o que foi luz
Sairei despercebida desta vida
Onde fiquei tanto tempo distraída
Sem saber o que sou
Ou o que eu fui

1 comment:

Tati said...

A ÚNICA COISA QUE SEI POR ENQUANTO, É QUE VOCÊ É MUITO " MODERNY"BEIJOS