14 December 2006

MILAGRE

Poema para você, Márcia.
Na falta de lhe agradecer pessoalmente, aqui vai o meu muito obrigado.
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Quem acredita em milagres me falou
De um espetacular destino
De um grito menos rancoroso que me acontecerá
De um sapato menos apertado
Que me servirá
Ou me levará
Milagres são a probabilidade das coisas,
São a ruptura da mesmice,
Do ordinário à procura do extra
Mas para mim,
Para o poeta que ainda não morreu
Nem morrerá,
Milagre é agora
São sete horas
A chuva cai
A casa está em silêncio
E o meu interior exulta de alegria
Porque existo ainda
Porque posso falar de mim
Para mim mesma
O extra do ordinário sou eu mesma
Isso é que é milagre.

1 comment:

Pedro said...

Oi, Cilinha. Gostei muito.

Beijos

Pedro