19 March 2007

A MÃO QUE GUARDA


Hoje Clarissa acordou blasmefando o tempo nublado
Abriu um tico da porta da varanda
E colocou lá uma planta
Os pés pra dentro, as folhas olhando para fora,
As ramas cabisbaixas e ansiosas
Indagando que medicina era aquela
De se colocar meia cura e meia praga
Atravancando a entrada.

Clarissa e as plantas entendem-se e não se matam
Uma é cuidado, outra é a angústia de querer cuidado
Eu só passo e olho
E não digo nada
A minha poesia é observar
Que há tanto luxo na vida
O luxo simples que busca o sol
E acha a mão que guarda.

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