16 July 2007

SETEMBRO


Aguardo um setembro que me dizem, virá
Acho os setembros fora do mundo
Ou fora do calendário
Em setembro me corrijo e repito para mim mesma
Que vou correr mais milhas
E superar os defeitos que nunca são superáveis
Setembro me ensinou tudo que sei
Desde a ser a poeta que teima
Até me tornar a mulher ordinária que sou
Rude nas palavras
Afeita a risos moles
E a espreguiçar prazer
O que desejei da vida
Ainda tenho um pouco
Generosidade no mínimo
E a plenitude do amor próprio
Em prol do meu amor
Não me confundo com a estação que setembro traz
Não é preciso que haja sementes
Nem promessas de sementes
Só o distúrbio de pronunciar
"Vem, setembro";
Apalpar-lhe a crueza
Mastigar-lhe a minha ansiedade por vida
Tornar a nascer...
Enquanto houver um setembro
Na sua possibilidade
Aí é que hei de viver
A esperança voltou a conviver comigo
Quero chuva e agora quero ar,
Quero amadurecer, sensata
Não à força de suavidade
Mas à custa de perplexidade
Quero reconhecer setembro
Apenas pelo ar
Mais madura, pois, mais esticada
Pronunciarei todos os dias
Aquilo a que me foi proposto
Ah, como me dói crescer!


4 comments:

AZÁLIA LEE said...

Quando Setembro vier....

Adoro o setembros da minha vida.
É um Mês lindo...


Isto aí Ceci.

AZÁLIA LEE said...

Quando Setembro vier....

Adoro o setembros da minha vida.
É um Mês lindo...


Isto aí Ceci.

AZÁLIA LEE said...

RsRsrsr

Desculpa a duplicidade!

amilton said...

Que maravilha, Ceci!
Um grande beijo do seu tio e padrinho.