16 August 2007

POESIA X CORDEIRÓPOLIS


Acordo com essa poesia já falando comigo
O monólogo que ela me trava
Me descontenta um pouco
Está tão cedo, as pessoas dormem
Ela me levanta a fronte
As interrogativas,
Os preços módicos que pago por me sentar aqui
A cabeça rodando e a voz da poesia, falando,
Falando;
Ao meio dia já estarei tonta de tanta abstração
Sossega, poesia;
Sou apenas uma mulher ainda de pijamas
Ainda cansada,
Com um relógio na mão
Um plano na cabeça
E à espera da hora de partir daqui
Sossega, poesia,
Deixa-me por um momento
Como se eu fora aquela mulher lavadeira de Cordeirópolis
Que só tem um tanque
E o dia a dependurar
Boa fortuna seria ser uma lavadeira de Cordeirópolis;
Mansa, como os cordeiros deveriam ser;
Protetora, como eu desejaria que os cordeiros fossem
Limitada, como os cordeiros pensam que são.



4 comments:

amilton said...

Nossa, Ceci, que maravilha! Passei uns poucos dias sem visitá-la e vejo que nesse curto espaço de tempo sua produção poética foi fabulosa! Quanta inspiração; quanto aproveitamento artístico!Quanto amor explodindo nesse peito!
Gostei de tudo que li, que vi, que senti. Fiquei feliz, muito feliz.
Um beijão do seu fã,

Zazá Lee said...

Ceci...
Por absolutamente falta de tempo não tenho visto seus poemas.
Abri hoje, dei uma " voltinha"
e achei tudo lindo!

O mais legal, é que outro livro vem por aí, brevemente.

O primeiro foi sucesso total!

Danilo Bruzadin said...

Tia,
Confesso a falta de consideração por não passar aqui apara admirar um pouco do seu talento. Vou colocar toda a culpa no tempo. Ele tem andado mais rápido que eu! Desta vez passei, e deixo meu rastro. Quem sabe um dia, consiga postar algo que possa ser colocado junto com suas ´artes´.
Beijos....
Saudades...

Danilo Bruzadin

PÉ DE PITANGA said...

Danilo, que surpresa maravilhosa te ver por aqui. Estou mais do que feliz com a sua visita.
Tambem estou com saudades.
Beijos