28 January 2008

POEMA PARA OS MAGNÂNIMOS


Conte-me seus sonhos
e eu lhe contarei a maneira pela qual desando
Conte-me se já teve medo do escuro
se já sentiu seu peito palpitar à hora mais sombria
quando imaginava que fôra o álcool que lhe tiraria a razão
Tenho desconfiança da sua magnitude
Os magnânimos dificilmente acertam à hora de dizerem um não
São magnânimos em tudo
O não é o abismo do sim que se joga todo dia dos meus penhascos
Conte-me sobre sua vigília
que intercala os seus suores de quando é noite
e de quando é dia...

Depois de esquadrinhar seus sonhos
Faremos dos fragmentos que sobrarem umas poucas colagens
O que for PB eu penduro no meu quarto
O que for vermelho ou qualquer dor
Esses eu distribuo por todos os faróis da cidade

Serão como eu estou agora;
Vivos, na cor
Inúteis, na sua complexidade.




1 comment:

Andresa said...

Ceci
Tens um olhar de poeta que é terno, afetuoso e lindo. Para mim, deslumbra e encanta. Reflete o poderoso sentimento de ser magnanimo ou não.
Um versejar que adorei. Arrebatador. cativante, Sensato e lindo.
Perfeito!!