23 February 2008

INTERLÚDIO


Só não posso lhe dizer que sou feliz
porque poetas nunca serão felizes
Mas sou feliz distante da poesia,
tenho um par de olhos que chora
em dia de chuva e em dia de sol
e tenho um sentimento pelo mundo
que se não é simpatia, é respeito
Amo a mim mesma
como se amasse um passarinho morto
Não grito comigo
e nem me ponho de castigo quando sou má
Viver a vida que vivo é uma facilidade
Os homens passam, as mulheres passam,
o cachorro da esquina passa,
Só eu não passo,
Eu ainda permaneço em mim
Eu sou a alegria da minha chegada
e a mais alta contemplação do meu íntimo
quando tenho que partir
O que eu sinto é dúvida
Nunca será possível buscar felicidade demais,
Posto que não haverá mais poesia.

7 comments:

ZAZÁ LEE said...

Que lindo poema Cecília....Dão delicado!
Vc estava inspirada mesmo, me tocou.

ZAZÁ LEE said...

Ué...não escreveu no fim de semana?

ZAZÁ LEE said...

Ué...não escreveu no fim de semana?

ZAZÁ LEE said...

Tem Pé de Pitanga no Espelho Sem aço.

ZAZÁ LEE said...

Tem Pé de Pitanga no Espelho Sem aço.

Jesus Cordeiro said...

Lindo Cecilia, toda a sua poesia tem magia!

Cleomar said...

O poeta da alegria é o poeta da ilusão!
Gosto muito do seu blog. Seus escritos provocam a reflexão.