21 April 2008

SENTINDO FRIO NUMA NOITE FRIA


Por que me tens fugido
sorte minha?
Há tanto que te perseguia
e há tanto que me fugias
furtiva, por entre as folhas das árvores
de copas entediadas e maciças?
Um dia amanheceu sombrio cá onde eu habito
e eu soube naquele instante
que o que morrera em mim não fôra a fantasia
mas que o desejo da fantasia
morrera, breve, como a manhã que aqui
apareceu sombria.