11 June 2008

LONGE DA PÁTRIA


Estou longe da minha pátria
Batem-me os sinos de saudade
e chegam até mim os ruídos familiares
de tudo o que amei
Estar longe da minha pátria
não me assegura somente a intranquilidade...
Sei que se voltar,
reassumirei meu posto comum de convivência
e se não voltar,
adormecerei com o sopro da reminiscência
a me atordoar
Não foi preciso deixar a minha terra
para me sentir expatriada
Minha alma é que é estrangeira
e fala línguas desastrosas
Sinto-me terrivelmente só
onde nasci e sempre estive;
Os que me vêem pensam que fui,
os que não me vêem, nunca me bastaram
Sou a pessoa em trânsito de terras áridas
meu passaporte está carimbado em tintas
escuras dentro da alma,
e a minha nacionalidade, grita, indignada.
De onde eu sou, frequentemente parto;
de onde eu vim, rejeito e reparto.


1 comment:

ZAZÁ LEE said...

Pede para o Pedro mudar....
Tá feio assim seu lay-out do blog.
Era mais bonito....