21 January 2009

MATURIDADE


Nesta minha maturidade, encontrei pessoas que nem sempre souberam estimar a maturidade como ela deveria ser estimada.
Todas as conclusões que não tirei ainda estão sendo cobradas, como se eu devesse ir classificando ano a ano como fechado e compulsório.

Estou danada da vida com os meus pares: exigem que eu seja intrinseca e farta; absurdamente alegre, brilhante falso, quando ainda penso que sou aquela pessoa que ainda não descobriu o que a vida é.
Não escrevo para sintetizar a vida; escrevo para buscar algum indício em mim de razão e fraqueza, pois quando sou fraca e débil, tenho respostas que jamais obteria sendo arrogante, ingenuamente feliz e farta.

Tenho uma grande inveja confessa das pessoas que vivem como se fossem dessentimentalizadas: saem às ruas para o trabalho, respiram, falam pelos cotovelos, programam ir para a praia, instigam as maledicências, riem das piadas de sexo, fazem as orações dos ricos, vão dormir tão cansados...

Eu tenho tentado rir de mim mesma e da programação diária... tenho rido, com efeito, mas como me custa ir dormir cansada...
O que me cansa de fato é essa grande fatalidade que a ilusão da vida retrata... Durmo, enfim, mas com que dificuldade!
Graças a Deus que somos todos loucos... Se soubéssemos de verdade o perigo que passamos vivendo todos os dias sobre esse planeta!
A maturidade deve ser a consciência da realidade.
A maturidade ainda não me transformou. A maturidade não me fez um produto acabado. A maturidade é uma pedra no meu sapato.
A maturidade me asfixia e me mata.

2 comments:

Anonymous said...

seu bloge e muitotriste.suas poesias deixam um ar de baixo astral.
não combina com sua carinha de poeta

ZAZÁ LEE said...

Hummmm... era disto que falava?