25 January 2009

SAUDADE DE MIM


Quanta saudade de quando eu era sensível
Tão menina, tão preenchida das irrealidades,

Quanta saudade de mim!

Eu fôra uma pessoinha que possuía medos,

distorções de imagem, um otimismo triste,
mas hoje..

Quanta natureza regular!

Será que me tornei como todos os outros?
Será que já falo como a Beniditinha, choro como Vera, cozinho como Salette?
Meu Deus, se você ainda me ama,

volta-me à forma original de alma

quero ser gente como eu era:
doce por fora, pura calda,
por dentro, ainda forte mas no surreal, amendrontada.
Saudade de mim,
da minha face infantil,
poética,
liricamente inadequada...

2 comments:

ZAZÁ LEE said...

Garota!!!!
Você se mudou... foi para melhor!
Aproveite agora este seu "melhor"!

ZAZÁ LEE said...

Relendo este poema, concluí que muitas vezes lemos a coisa certa no momento errado.
Hoje para mim , teve outra conotação.