22 February 2010

PRESENTE

André, em seu blog, O CONFESSIONÁRIO MENTAL, me deu este presente e postou o seguinte:
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Vou começar esse post com uma música de Lulu:

"Quando eu era pequeno eu achava a vida chata
Como não devia ser
Os garotos da escola só a fim de jogar bola
E eu queria ir tocar guitarra na TV
Aí veio a adolescência e pintou a diferença
Foi difícil de esquecer
A garota mais bonita também era a mais rica
Me fazia de escravo do seu bel prazer

Quando eu saí de casa minha mãe me disse:
Baby, você vai se arrepender
Pois o mundo lá fora num segundo te devora
Dito e feito, mas eu não dei o braço a torcer
Hoje eu vendo sonhos, ilusões de romance
E toco a minha vida por um troco qualquer
É o que chamam de destino, e eu não vou lutar por isso
Que seja assim enquanto é"


Vou comentar dessa música porque muito do que está nela é visto em mim. Sim, quando eu era pequeno eu queria ir tocar guitarra na TV. Talvez não tão pequeno quanto Lulu, mas posso dizer que ainda não tinha ideia do que fazer da vida.
Mas a parte que eu mais me identifico, e digo isso pois essa parte me toca muito forte é quando Lulu diz que sua mãe o alertou ao sair de casa: "Você vai se arrepender, pois o mundo lá fora num segundo te devora". Até hoje me lembro da expressão de assustada (talvez até mais que a minha) que minha mãe me olhava e dizia: "Tome cuidado meu filho". É mãe, eu, garoto ainda, na ansiedade de morar fora estava achando tudo uma maravilha, mas as dificuldades vieram e eu persisti. E esse texto agradeço a ti, por todo sacrifício e esforço que teve em minha criação. Todas as dificuldades que tive você esteve ao meu lado e serei eternamente grato por isso.
Amanhã, partirei mais uma vez e sentirei sua falta. E não digo isso pelo fato de ter uma vida mais cômoda não, digo isso pois o simples fato de ter sua companhia ao longo do dia me conforta.
Sei que as pessoas tomam seu caminho um dia, mas nenhuma pessoa no mundo deveria perder o aconchego de sua mãe. Só ela sabe o quanto um filho necessita e em quê.
De qualquer maneira, "dito e feito, mas não dei o braço a torcer".
Hoje tenho certeza de que tudo que sou, devo a ELA e como já dito, é a ELA que homenageio neste texto. Obrigado Mãe!


3 comments:

JanuskieZ said...

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AZÁLIA BRUZADIN said...

Que bonitinho o Deco!
Aposto que vc chorou né?

Anonymous said...

Filho de peixe....
Que legal, Cilinha, ver essa homenagem tão bela a você que tanto a merece. Um beijão do tio e padrinho.