31 July 2010

O FATO



Escrevo um livro, sem qualquer prazer, composto de dor tanta, apenas para servir o meu próximo. 
Meu livro é o agasalho destinado ao Exército da Salvação;  já não me protege. 
Mas assombroso estranhamento,  ao jogá-lo aos seus destinos estrangeiros, quando  não me pertence mais, dele não me afasta, e mesmo longe, fechado capa a capa  nas prateleiras que ignoro, todos os dias, maternalmente, ainda me salva.

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