12 July 2011

BASTA-ME



O telefone está tocando lá embaixo
e eu me zango.
Para bastar-me, basto-me
e para só viver,
somente vivo.
Eu, este meu lado triste,
aquele meu ar alegre,
com minha companhia
austera, honesta,
insuportavelmente descritível.


3 comments:

Sotnas said...

Olá Cecília, desejo que tudo esteja permaneça bem contigo!

Há pessoas que que necessitam se dar alguns momentos a sós, um alheio pode pensar que ela está solitária mas não é verdade, são somente as pessoas que se bastam.
Sempre aplicando mudanças por cá neste teu belo espaço.
Gostei também desta imagem da postagem, este ar despretensioso, um quase mistério desleixado nessa imagem, foi uma bela escolha. Agradecido por tua amizade e visitas, e por sempre encontrar sob a sombra de tua pitangueira belos escritos eu desejo a você e todos ao redor intensa e feliz existência, abraços e até mais!

Andresa said...

Cecilia
Descrever uma emoção é também fazer uma cartografia,belo é fazê-la de palavras..
Sem duvida um excelente retrato da mudança de tempos e das vontades.O tudo e o nada
são apenas ...VIDA e BASTA!!!!

É lindo seu poema!!!
Abraços
Sua Fã
Andresa

André Bessa said...

Querida Cecília,

teu poema é, para mim, como um instantâneo do tédio que se desdobra em várias outras dimensões, mais livres, lúcidas.

Perdoe-me a ausência, querida amiga, andei fora por vários dias e só agora estou de volta. Prazer em te ler e parabéns pelo teu belo texto.

Abraços, bom fim de semana,

André