21 December 2011

AQUILO A QUE CHAMAM DE AMOR


Quero agora um amor
que me desprenda do meu corpo.
Quero um amor fácil,
como as estórias de Andersen,
como os rios fáceis do Amazonas
e como as luas certeiras do oriente.
Quero um amor que não me peça as cartas
e que  somente me dê
o desejo, o desejo e o desejo.
O desejo fácil das facilidades,
o desejo fácil das amenidades
e finalmente,
o desejo fácil das banalidades
que compõem aquilo
a que chamam de amor.

1 comment:

Sotnas said...

Olá Cecilia, que tudo esteja bem contigo!


Creio que todos sempre desejamos um amor assim, somente amor, tão simples quanto é o verdadeiro amor, sem culpas ou complicações, mas que nos faça sentir vivos por ser amado e amar!
E cá estou novamente, refestelado a sombra de teu Pé de Pitanga lendo e me encantado com teus belos poemas, que bom que voltou com a mesma disposição e bom gosto na escolha das postagens. E eu agradecido por tua amizade e visitas desejo a você e todos ao redor um intenso e feliz natal e ano novo com igual para mais intensidade e felicidade, grande abraços e até mais!