26 January 2007

ESPERA


Por que a espera não é mais nem menos
Caliente como antes?
Antes a espera era uma dorzinha no peito
Um ar insatisfeito
Enquanto a vida corria incerta
Feito a água que cai sobre o cristal
Agora a espera é o espinho feito espeto
Virado à beira do coração varado
Não é só a dureza do diamante
Mas o fardo do suor,
O custo da palavra
O risco da memória.
Espera que se alonga,
Espera que se verte,
Em lágrimas minhas
Enquanto me deito,
E espero.

1 comment:

Cleomar Santos said...

Deite-se, Ceci e, com um livro nas mãos, leia até adormecer, e sonhe, voe, converta-se em asas. Em seguida acorde, releia o último parágrafo e siga adiante, ate´o fim, até ter absorvido poesias, crônicas e vivências.