21 May 2007

POEMA DO PRANTO DE SAL


Tento justificar um pranto que não aflora mais
Será que foi porque a cotovia não voou
Ou por que o sol de hoje meteu as caras à hora que eu dormia?
Choro é sal
Meu sal da terra está assoberbado
Porque se chorei por décadas,
Por vidas de agora
E todas as vidas passadas
Há que se trazer agora o refrigério
Não choro mais,
Nem sal, nem luz
Nem o vinagre que me impuseram quando eu fui feliz


2 comments:

amilton said...

Querida afilhada. Hoje me atualizei novamente em você. Estou feliz por vê-la em plena produção literária, e de qualidade, apesar dos últimos e problemáticos momentos pelos quais minha autora moderna preferida vem passando. Nem o novo serviço tem lhe roubado o ânimo. Isto mesmo! Parabéns! Siga em frente. Vale toda a pena!
Beijos do padrinho fanzoca.

Zazá said...

Estou voltando Ceci.
Sua palavra me faz falta...