14 October 2007

PAREMOS


Confesso-me aqui, pequena
Cruel e venenosa
Porque eu haveria ser a doçura do seu sonho
Se não há mais nada?
Terra é terra
E o vôo da gaivota é só um alçar de asas
Quero ser melhor do que sou
Mas o mapa que me predestinaram
São as linhas finas da palma da minha mão
Não se mexem, nem se desdobram
Páro por uns instantes e não insisto mais
Parei-lhe também,
Parem, todos os que nos vigiam
Paremos, os vigiados que somos,
Paremos, estancados que somos,
Estanques então, paremos.



2 comments:

ZAZÁ LEE said...

Cecília

Não entendi muito bem...rsrsrsrsr...

O meu problema é dissociar a poeta da irmã!

ZAZÁ LEE said...

Cecília

Não entendi muito bem...rsrsrsrsr...

O meu problema é dissociar a poeta da irmã!