15 May 2010

TOLERÂNCIA


Meu tesouro, meu bem, meu mar de céu
seja para mim a terra e a minhoca

que combinados, compõem a unicidade;

e seja para mim o gás de ar que me circunda

e do ar o gás que eu engulo, imperceptivelmente.

E seja para mim, eu mesma;

esta confusão de seres que me encara.

Só seu amor me salva e me destina

ao acontecimento triste dos amantes,

que hoje ama e que amanhã, tolera.



1 comment:

AZÁLIA BRUZADIN said...

rsrsrrsrrsrs
Gostei da foto. Muito inspiradora para se fazer uma plástica.
Mas o poema, é lindo.